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quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Pra espantar as moscas de 2008

Macacada, há quanto tempo! 2008 passou e eu estive ocupado com tarefas do trabalho. Mas já estou de boa novamente. Enchendo a cara em dia de semana e vagabundando por aí pra variar. Afinal, estou com os ovos pro ventilador, de férias.

As primeiras horas de 2009 foram marcadas por um banho de piscina embriagado e frio em casa, muita cerva e outras cocitas. O sol ainda despertava quando pegávamos a estrada eu, Rayo, Beto e seus pais Roberto e Daguinha. Num Uno alugado, a gente partia para praia de Canoa Quebrada no Ceará.

Cinco horas de estrada depois e lá estávamos nós com aquela vista linda de cima das falésias de Canoa. Procurando um lugar pra acampar, acabamos por achar um quartinho muito bom por uma pechincha. Deu pra acomodar a turma toda e de sobra ainda tinha uma geladeira pra gente despejar as biritas.

Falésias, mar azul esverdeado, muita gente, jangadas e jegues pra passeio, barraquinhas estilizadas erguidas com madeira, assim era Canoa, praia bonita, mas que perde pra nossa Pipa e sua praia do amor e adjacências.

Pra manter o hábito, toda manhã a gente se reunia na praia pra pegar um solzinho, tomar aquele banho de mar, ver bundas, comer uns pastéis de camarão, arraia e beber umas cervas na maior paz, com vento no rosto e sem nenhum aperreio.

Da praia a gente subia pra rua principal e almoçava. Às vezes churrasco, outras um prato feito do bom pra não gastar tanto. Por sinal, Canoa apresenta uma variedade interessante de bares e restaurantes. Tem pra todos os gostos e bolsos. Desde refinados pratos de culinária gringa até PFs por modestas seis pratas.

De bucho cheio, nada melhor que uma deitada, para alguns, para outros, mais birita. Acompanhar o fim de tarde na praia de frente pro mar é a pedida. Curtir um reggae em certas barraquinhas, dar uma sacada na fauna de pessoas e pra não ficar de cara, fazer a cabeça na maior tranquilidade.

À noite as coisas pegam fogo. O movimento é grande e nesse quesito a nossa Pipa perde pra Canoa. Gente de todas as tribos passam pela rua principal – sabe-se deus por que chamada de Broadway – em busca de diversão, e encontram. Reggae, forró, dance, vários ritmos se misturam pela rua que a partir das dez da noite está bastante lotada. Pra beber, vários barzinhos estilizados oferecem drinques interessantes.

Apesar dos vários ritmos, Bob Marley lá é rei. E pra curtir um Reggae do caralho, com muita gente doida, à beira mar e com uma fogueira criando um clima muito foda de lual, a parada é descer por entre as falésias para o Freedom Bar, porque esse é O Bar de Canoa.

Pois é, foram quatro dias conhecendo Canoa e suas quebradas. Voltei de lá satisfeitíssimo e com o compromisso de retornar pra poder curti de forma mais alucinada, porque vale a pena. A empolgação pra contar tudo com os mínimos detalhes é grande, mas na boa, nenhum discurso será melhor que uma sacada in loco.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Manhã de sol

Macacada, passada uma semana desde que fui assaltado, ainda há pavor em mim quando ando sozinho por ruas escuras ou quando cruzo com pessoas suspeitas por aí. Tenho que parar com isso, ou pelo menos começar a beber pela manhã, já que a cidade é menos perigosa de dia, como dizem.

Por falar em manhã, há tempos não acordava tão cedo. Há tempos não via um café-da-manhã na mesa. Sem mentira nenhuma, já estou a mais de um mês acordando na hora exata do almoço, isso quando não já o terminaram de servir.

É uma rotina de acordar, almoçar, me banhar, por a roupa e ir ao trabalho, atrasado (meu problema de impontualidade é sério mesmo, preciso de um psicólogo para corrigir isso).

Mas hoje, contrariando a minha matemática, eu acordei antes das 7h. Aos choros agonizantes de minha prima de quase dois anos, é bom dizer. Tinha tudo para estar de mau humor, mas não havia como diante de uma linda manhã de verão. Me fez um bem danado!

Comi um pão-com-ovo-frito e café-com-leite como se fosse a primeira vez. Depois peguei um pouco de sol matinal como a muito tempo não fazia. Que terapia tudo isso! São coisas tão bestas, mas que pra mim estavam tão distantes. Momentos maravilhosos que estão cada vez mais escassos no meu dia a dia doido.

Tive tanto tempo pela frente que fiquei sem saber o que fazer até a hora do trabalho. Que tal pegar aquele livro do Henry Miller? – pensei. Um livro velho de sebo comprado a três reais. Uma boa idéia!

Fui para o quintal. As plantas balançando... que vento bom no rosto! Antes de começar com o livro eu olhei os gatos. Eles ainda dormiam no telhado.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Sorrindo. Só rindo mesmo pra passar o furor da primeira vez


Macacada, hoje eu gostaria de pedir um brinde à três cabas de peia com os quais eu cruzei na rua. Parece que os diabinhos me ouviram cantar de galo aos quatros cantos desse globo e resolveram aparecer de uma vez por todas apenas para tirar o meu sorriso amarelo do rosto. Que pena! Ninguém acaba com a minha cara de cínico. Eles bem que tentaram, eu até fiz tudo como eles pediram, mas agora eu escrevo com deboche sobre o que me aconteceu. Idiotas. Pestes dos infernos. Felas-das-putas. Caralho!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Fui roubado.

Os três moleques apareceram de supetão e me cercaram. “Tire o celular do bolso e me dê. Vamos, rápido. Não se mexa. Eu não quero sua carteira só o dinheiro. Abaixe a cabeça. Não olhe pra gente. Não fale nada. Você não viu a gente”. E seguiram em frente. Sem se despedir. Achei uma falta de educação. Nem ao menos um obrigado, um tapinha maroto nas costas. Nada. E ai de mim se eu me virasse.

Desde que eu me entendo por gente – e isso não faz muito tempo – eu faço um mesmo caminho de volta pra casa. No tempo de cursinho no CDF do Via Direta até os tempos de hoje no curso de jornalismo na UFRN, sempre voltei pra casa à pé. E pasmem, nunca fui assaltado. Sempre o mesmo trajeto. E dessa vez, dessa primeira vez, na altura do hotel Monza, me trancam o cu de medo ao anunciarem um assalto e levarem meu celular e minha grana. Se era isso que eles queriam, então está certo. Levem meu celular pré-histórico, fudido, com a bateria estragada, desbotado e colado com durex. Levem também toda a minha fortuna de homem trabalhador, R$ 18. Está aí. É tudo de vocês e façam bom proveito. Soquem no cu da putaqueospariu.

Três frangotes moreninhos e bem arrumadinhos. Bermuda e camisetas escuras, chinelos baratos. O que parecia ser o escrotão era o mais velho, e quase da minha altura, ainda assim, um frangote. É, eu olhei na tua cara infeliz. Vi pelos teus olhos que você também estava com medo. Não tive culhão pra sair correndo. Sou inexperiente no assunto de lidar com assaltantes. E nunca se sabe quando eles vão cismar com a sua cara e lhe meter bala, apenas pra brincar de tiro.

Depois do incidente eu segui meu rumo demonstrando estar tudo na paz, mas me tremendo. Parei na guarita da InterTV Cabugi e avisei que havia sido assaltado. O cara soltou logo um “de novo!” e depois me emprestou o telefone para eu ligar para a polícia. Informei todos os detalhes, até as roupas dos elementos e que não queria nem as coisas de volta, só que tentasse encontrar os pivetes e dessem a eles o susto por qual passei.

Fui embora. Mas a frente, na mesma rua da interTV Cabugi, a Band Natal inaugurava a sua nova sede. Festa grande pra gente chique. Todo mundo bebendo e rindo. Eu, na calçada e pensativo, passei com certa ojeriza por aquela encenação. Fui pra casa. Cheguei inteiro. Avisei aos familiares – eles adoram esses assuntos, passam horas comentando e dizendo o que teriam feito na ocasião. Troquei de roupa e fui comer pão com salaminho e queijo cheddar e guaraná. Depois vim vomitar todo o meu desprezo neste fracassado blog. E aviso, a onda de assaltos apenas começou pra mim. Que venham mais, pois um dia ou eu morro ou mato um nessa caralha de cidade maldita!!!!!!!!!

terça-feira, 16 de setembro de 2008

PRA INÍCIO DE CONVERSA


A idéia era que fosse um fanzine impresso. Mas meu sonho acabou logo. Não dava para tocar o Projeto sozinho. O máximo que consegui foi uma primeira edição feita nas coxas. Não ficou grande coisa, mas apareceu quem elogiasse o produto.

Os dias foram passando e o que era pra ser mensal, nem mais bi, tri, semestral eu consegui fazer. Alguns me viam e perguntavam sobre uma próxima edição que eu sabia que não iria chegar. Bolar pautas, fazer reportagens, bancar as matérias para que elas saíssem da maneira que eu gostaria de fazer custava tempo e dinheiro. Pagar a impressão e as cópias era mais foda ainda. Sem um trampo não tinha como arranjar grana, com um trampo eu ficava com meus horários reduzidos.

A vontade de produzir minhas loucuras era grande. Eu não queria abandonar o Fanzine. O jeito foi migrar pra internet na forma de um blog. E por isso estou aqui estreando meu primeiro blog individual.

Confesso que não é o mesmo sabor que ter o seu material impresso, passando de mão em mão depois de distribuído pelos corredores da Universidade, mas o prazer em fazer ainda é o mesmo. Não há como eu não me alegrar em ver minhas maluquices feitas com carinho postas num espaço livre para quem quiser ler.

Portanto, pra fim de papo, depois de 7 meses, o Fanzine volta a funcionar.

Pra quem ainda não conhece: prazer, este é o Fudeus!

*A imagem acima é a capa da primeira e única edição impressa do Fanzine Fudeus, lançado em fevereiro de 2008.