quinta-feira, 9 de julho de 2009

2:31. É madrugada e chove em Natal

Malucada, pelamordedeus. Ô vontade de ficar só coçando o saco. Eu trabalho amanhã e fico aqui frescando na internet em plena madrugada. Assistindo merda atrás de merda.

O FUDEUS tá entregue às mosca tem tempo. Foi preciso uma força do caralho pra fazer este que é o terceiro post do ano. Foda isso!

Vou ver se dou um jeito nessa bodega, ou dou fim.

Pra alegrar a macacada, fiquem com esse vídeo erótico.


quarta-feira, 25 de março de 2009

É.

Mermão, isso aqui tá foda! Sem atualização nenhuma. Tô muito vagabundo mesmo. Mas o pior é que ficar de culhão pro ventilador é bom pra caralho. Mas pra macacada que ainda aparece nessa bodega, aviso que vou continuar com o blog e que atualizarei com mais freqüência. É sério.

Eu, 23.

Esse mês eu fiz aniversário. 23 anos. Parabéns pra mim! De festa, só a galera doida do Catorze lá em casa pra virar umas cervas. Faz bem. E sobre o Catorze, já tá na hora da gente sair do recesso. E vamos, em breve.

Novidades nem tão novas assim:

As aulas na UFRN voltaram, pelo menos algumas. Os corredores estão cheios de rostos novos. Gente que acabou de entrar e está com aquele entusiasmo todo. É bonito de ver. Torço pra a empolgação não acabar. Pra esse semestre, espero aprender algo que me sirva no jornalismo. Tô precisando.

Em meados de fevereiro fui pra Jardim do Seridó. Convite pra ficar na casa do brother Vitor. Chuva, Sol, cerva, fumaça, cana, comida da boa, muita gente doida, todo tipo de música, máscara, fantasia, putaria, todo mundo dançando, afinal é carnaval.

Sim, sou eu. Não, eu não estava bem. Carnaval em Jardim do Seridó. Dia das quengas

Em março, enfim, voltei ao trampo. Tava na hora. Minhas contas todas no vermelho. Que se foda! Depois me recupero. Quero só receber e comemorar a grana que há tempos faltava na palma da minha mão. A galera no trampo continua gente boa, tiradora de onda, mantendo o ambiente sempre divertido, afinal só rindo muito pra aturar o serviço público.

Pois é, o mundo vai girando e eu vou seguindo. Em breve, mais novidades aqui, nesse mesmo blog, com esse mesmo pobre vagabundo.

Um abraço.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Pra espantar as moscas de 2008

Macacada, há quanto tempo! 2008 passou e eu estive ocupado com tarefas do trabalho. Mas já estou de boa novamente. Enchendo a cara em dia de semana e vagabundando por aí pra variar. Afinal, estou com os ovos pro ventilador, de férias.

As primeiras horas de 2009 foram marcadas por um banho de piscina embriagado e frio em casa, muita cerva e outras cocitas. O sol ainda despertava quando pegávamos a estrada eu, Rayo, Beto e seus pais Roberto e Daguinha. Num Uno alugado, a gente partia para praia de Canoa Quebrada no Ceará.

Cinco horas de estrada depois e lá estávamos nós com aquela vista linda de cima das falésias de Canoa. Procurando um lugar pra acampar, acabamos por achar um quartinho muito bom por uma pechincha. Deu pra acomodar a turma toda e de sobra ainda tinha uma geladeira pra gente despejar as biritas.

Falésias, mar azul esverdeado, muita gente, jangadas e jegues pra passeio, barraquinhas estilizadas erguidas com madeira, assim era Canoa, praia bonita, mas que perde pra nossa Pipa e sua praia do amor e adjacências.

Pra manter o hábito, toda manhã a gente se reunia na praia pra pegar um solzinho, tomar aquele banho de mar, ver bundas, comer uns pastéis de camarão, arraia e beber umas cervas na maior paz, com vento no rosto e sem nenhum aperreio.

Da praia a gente subia pra rua principal e almoçava. Às vezes churrasco, outras um prato feito do bom pra não gastar tanto. Por sinal, Canoa apresenta uma variedade interessante de bares e restaurantes. Tem pra todos os gostos e bolsos. Desde refinados pratos de culinária gringa até PFs por modestas seis pratas.

De bucho cheio, nada melhor que uma deitada, para alguns, para outros, mais birita. Acompanhar o fim de tarde na praia de frente pro mar é a pedida. Curtir um reggae em certas barraquinhas, dar uma sacada na fauna de pessoas e pra não ficar de cara, fazer a cabeça na maior tranquilidade.

À noite as coisas pegam fogo. O movimento é grande e nesse quesito a nossa Pipa perde pra Canoa. Gente de todas as tribos passam pela rua principal – sabe-se deus por que chamada de Broadway – em busca de diversão, e encontram. Reggae, forró, dance, vários ritmos se misturam pela rua que a partir das dez da noite está bastante lotada. Pra beber, vários barzinhos estilizados oferecem drinques interessantes.

Apesar dos vários ritmos, Bob Marley lá é rei. E pra curtir um Reggae do caralho, com muita gente doida, à beira mar e com uma fogueira criando um clima muito foda de lual, a parada é descer por entre as falésias para o Freedom Bar, porque esse é O Bar de Canoa.

Pois é, foram quatro dias conhecendo Canoa e suas quebradas. Voltei de lá satisfeitíssimo e com o compromisso de retornar pra poder curti de forma mais alucinada, porque vale a pena. A empolgação pra contar tudo com os mínimos detalhes é grande, mas na boa, nenhum discurso será melhor que uma sacada in loco.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Clarissa e meu sofá


Clarissa quando deitava em meu sofá era lindo de ver. Meu sofá todo fodido que mãe me deu assim que eu arranjei onde morar. Era um sofá antigo pra caralho, mais velho que eu se bobear.

Quando arrumei minha mala, decidido a ir morar sozinho, mãe apareceu no quarto e ofereceu o sofá velho lá dos fundos de casa. Na sala de estar o sofá já era outro, mais novo, caro e feio. Aceitei.

Meu apê tinha geladeira, fogão, cama, TV, som, DVD, computador, faltava um sofá, e ter aquela mobília dos tempos de menino ia me fazer um bem danado.

Clarissa, quando surgiu em minha vida, surgiu deitada no meu sofá. O Zeca, meu amigo da faculdade de biologia, estava a fim de fazer uma festa no dia do seu aniversário. Eu disse que era limpeza fazer a festa no meu apê, desde que não viesse muita gente. O apê é pequeno e os vizinhos são uns filhos-das-putas. Eis que Zeca me aparece com uma porrada de gente na festa. Claro que me fodi com a síndica, uma velha solteirona chata pra burro, mas foi com a festa que eu encontrei Clarissa.

Ela tinha bebido todas. Deixou o banheiro todo vomitado e se deitou no sofá pra dormir. Eu vi o estrago no banheiro e cheguei na sala perguntando quem tinha feita aquela imundice. Entre diversos “não fui eu”, três dedos apontaram para ela, que não estava nem aí. Já tinha apagado de sono no meu sofá.

No dia seguinte eu a acordei para tomarmos café juntos. Trocamos uma idéia, e eu ainda peguei o número do seu celular para marcar alguma saída durante a semana. O que aconteceu logo. A gente foi ver um filme no cinema, depois fomos comer um x-tudo, e aí eu fui pra faculdade.

Clarissa era uma garota linda. Fazia questão de deixar à mostra sua beleza. Comumente usava saia e eu ficava doido toda vez que via suas pernas brancas e suaves vindo em minha direção para que logo em seguida ela me perguntasse “estou bonita?”. Porra! – eu ficava bobo e sempre respondia assim.

Eu me fissurei em Clarissa. Ela, algumas vezes, me dava um fora quando eu a chamava pra sair, curtir um barzinho. Eu ficava puto da vida e pensava em nunca mais falar com ela. Aí no dia seguinte ela ligava pra mim, me chamando pra fazer alguma coisa.

Num desses dias ela ligou querendo ir bater em minha casa. “Tudo bem, pode aparecer”. Não sabia ao certo o que nós iríamos fazer em casa, já que ela uma vez chegou a afirmar que não transaria comigo tão cedo. E ainda era muito cedo, pois a gente saía há três semanas e só nos beijamos em três noites. Ela era bonita mais não deixava de ser complicadinha.

Ela chegou em casa gata como sempre. De saia, pernas brancas, blusinha, sem sutian, cabelos soltos. Seu ar era o mesmo. Ela trouxe um filme que eu nunca tinha ouvido falar, mas que segundo ela era muito bom.

Eu me deitei no chão e Clarissa no sofá. Nós assistimos ao filme calados. Que, por sinal, era muito bom mesmo. Quando acabou, a gente ficou um tempo parado na mesma posição em que estávamos, sem dizer nada, vendo os créditos passarem. Aí eu quis levantar pra ir trazer um refrigerante pra gente e ela pegou em meu ombro. Eu não entendi muito bem o que ela queria com esse gesto e me levantei assim mesmo, só que olhando pra ela. Foi aí que Clarissa me chamou para o sofá e eu fui. Quando ela tirou minha camisa e deu uma mordidinha na ponta de um dos meus mamilos, eu percebi que estava diante de uma garota fantástica, com desejos sexuais excêntricos. O que não era verdade, porque a gente fez um sexo bem casual nessa tarde e nas outras que se seguiram até o dia em que ela simplesmente não apareceu mais.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Sábado eu fui pro castelo [final]

Agora eu me lembro do fim da festa no tal Castelo Pub, quando todos iam embora e eu observava os últimos bêbados que partiam. Entre eles vinha o amigo B., um sujeito franzino, dos cabelos rasos e uns óculos de grau. Nessa hora Z. estava só a merda. Já havia dado um jeito no estomago com uma vomitada de leve só pra acabar com o enjôo. Z. queria ir pra casa. Então B. olha por todo o estacionamento e me pergunta “eu quero saber quem foi o louco que estacionou o carro ali”, e apertou o botão que dispara o alarme. Foi ele, claro. O seu lema é: “sempre estacionar onde as pessoas digam: caralho, não dá pra botar o carro naquele lugar”.

O carro estava loucamente inclinado numa descida com areia fofa de duna. O veículo estava com os pneus prestes a atolar, isso se não desabasse antes. B. estava bêbado, mas ninguém pode com ele quando ele está ao volante. B. e o Ford Ka negro dele quando se juntam se tornam praticamente uma coisa só. Ele sente o carro. Passa a marcha, vai pisando no acelerador ao poucos. “Estão escutando? É o som do motor”, diz pra gente. Ele não toca no volante. Apenas vai pisando no acelerador. O carro vai subindo a ladeira de ré. Em câmera lenta o carro sobe sozinho, sem cantar pneu, sem atolar, sem merda nenhuma, sem que B. tocasse uma única vez no volante. Aí ele dá meia volta com o carro e pisa fundo. Antes de chegar ao asfalto da rodovia rota do sol ele dá dois cavalos-de-pau no barro como se fosse a assinatura dele. “Eu dirijo melhor bêbado”.

Amanhecia e a gente seguia pela rota do sol sem destino. Jorge Bem Jor no volume máximo. A gente cantava curtindo o álcool no sangue. Pium ficava para trás, depois Pirangi e seu maior cajueiro do mundo. Depois Búzios. B. acelerava. Algumas lombadas não eram vistas a tempo e por isso vez por outra o carro saltava com a gente dentro. Isso despertava Z. do seu sono. Em cada praia o sol subia cada vez mais escondido atrás das nuvens. Queríamos chegar num ponto onde desse para contemplar a manhã de forma privilegiada. B. dá mais um cavalo-de-pau e pára a beira de um precipício. Estávamos na beira do mirante dos golfinhos, em Tabatinga. Vista linda! Lá embaixo, a 30 metros de altura, a maré cheia batia nas rochas. Para B. não bastava. “Tá bom, vamos voltar para o carro”, disse.

Seguimos em frente de novo. B. ñ cansava. Dirigia firme. Antes de seguir para a praia de Barreta, B. pegou uma estrada de barro e deu o aviso. “Z., acorda e põe o cinto”, Z. estava cochilando no banco de trás. B. seguia aumentando a velocidade. Os declives da estrada de barro faziam o carro dar pequenos saltos. B. começou a dar seguidas derrapadas propositadamente para se divertir. “Com emoção!”. Chegou num pequeno vilarejo, no distrito de Timbó, no município de Nísia Floresta. Não havia movimento algum. Todos dormiam. B. parou o Ford Ka em frente a igrejinha e saiu do carro. Olhou para uma torre de telefonia e resolveu subir. Eu e o Z. achamos loucura, pois a torre era muita alta e não confiávamos que B. conseguiria subir tantos degraus naquele estado de pós-embriaguez. Quando chegou lá no alto ele acenou para a gente. B. é um maluco! Alguns moradores começavam a despertar e como éramos forasteiros fazendo arruaça em frente a igreja, resolvemos partir, dessa vez em direção de casa.

Nada mais tirava o sono de Z. no banco de trás. A rota do sol já começa a ficar movimentada. Eu ainda estava aceso. B. estava ao volante. Ele não sabia que tomei ácido. B. só bebeu durante a noite. Agora ele estava cansado. Muito cansado. Eu reparava na estrada, olhava a paisagem pela janela, curtia o restante do efeito do ácido. Lembrei que passei a semana inteira entre goles de cerveja e baseados. Estava satisfeito. Por isso não reparava que B. começava a dormir ao volante. Só percebi quando o carro se aproximou do meio-fio. Ele acordou no susto. Seus olhos estavam semicerrados, ele precisava dormir. Tentou passar o volante pra mim, mas eu não sabia dirigir. Z. sabia, mas estava pior que ele. O jeito foi seguir em frente assim mesmo. Ele pediu para que eu não parasse de conversar com ele e que o macete era andar devagar. Deu certo. As 7h em ponto eu estava em casa. Minha sobrinha de um ano e 8 meses tomava uma mamadeira na sala enquanto assistia desenho. Fui para o quarto. Troquei de roupa. Me olhei no espelho. Analisei o meu estado. Não sentia fome, não sentia sono. Lavei o rosto. Fui para a cama e puxei da estante o Corpo Presente para ler. Capítulos curtos, frases curtas, poucos personagens. Cenários de uma Copacabana ambígua, sedutora e suja. Um texto meio Bukowski, escatológico, mas uma história de amor. Uma paixão. Uma Carmen que parece mais de uma. Sexo, drogas, noitadas, uma mãe que se masturba enquanto amamenta um bebê. Eu estava sem sono. Seguia com o livro em alta velocidade. Pausei apenas para uma ligeira punheta, para descarregar as energias. Voltei para o livro. Meu irmão chega de viagem e entra exausto no quarto. Olho de relance e ele está com a cabeça completamente raspada. Eu costumava raspar a cabeça. Ele veio de Petrolina, Pernambuco. Havia participado de um campeonato regional de basquete. Foi campeão. Perguntou “e aí otário?”. Respondi sem tirar os olhos do livro que estava tudo tranqüilo. Era domingo. Eu terminara o livro. Em fim iria dormir.


...Fim.